Escritores de Gaveta
"Um dia revirei a gaveta e descobri em textos que tinha escrito há muito tempo, coisas importantes sobre a minha alma que eu mesma não sabia. Então eu pude contemplar um novo universo. E eu quis poder compartilhá-lo com você". Antes escrevíamos e guardávamos nossos escritos... agora escrevemos para o mundo!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
A vida é o instante em que podemos agir por nós
Passar o tempo é esquecer
que há outros tantos precisando de amparo
As coisas mudam quando passamos a acreditar
que já temos tudo o que queremos
e que já é hora de lutar para dar ao outro
o seu cadinho de felicidade,
ajudando-o a reconquistar
ou a conseguir alcançar
os seus sonhos.
(Daniela Teófilo Longo - jornalista e poeta)
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Tola caçadora de almas perdidas
que procura dar o melhor de si
tentando inutilmente acolher e acalmar almas
das quais julga sofredoras
Mas ninguém ajuda quem não quer ser ajudado
Ninguém pode encontrar quem não está perdido.
Há aqueles que vão ao inferno atrás daqueles a quem amam
e não pedem o reconhecimento, nem o amor de volta
Apenas ficam ali, juntos dos que sofrem
esperando o momento em que estes se libertarão
das amarras do passado, da dor, da revolta e do peso das mágoas
Esse é o verdadeiro amor
e eu acho que não cheguei a esse nível ainda
porque eu estou tentando salvar uma alma
e estou prestes a desistir...
Mas se essa alma não conseguiu ter o meu lado bom,
não vai ser o meu lado ruim que ela terá.
Estou tirando as correntes que eu mesma coloquei em mim
as mesmas correntes que eu coloco quando quero salvar alguém
Eu entendi,
que sou eu a quem devo salvar primeiro,
tola caçadora
que procura a si mesma.
(Daniela Teófilo)
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Os passos seguem sem rumo, lentos, cadenciados.
Ninguém por perto, apenas o ruído dos sapatos que se movem.
A rua, que sempre pareceu assustadora, agora ganha um ar ainda mais sombrio.
Parece que a noite se incumbiu de apagar até as luzes que antes enchiam o lugar com suas sombras.
E os passos seguem, ainda sem rumo, ainda lentos, descompassados.
Na cabeça nada, apenas o torpor da tristeza, do vazio, do uísque.
Já faz tempo que deixou de pensar, de agir.
Apenas deixa a vida acontecer, um dia após o outro.
O mesmo bar, o velho balcão com marcas escuras dos cigarros.
A mesma música depressiva, talvez um blues.
Já não reconhece e nem faz diferença.
Aquelas pessoas, seus iguais.
Pensa, relembra, reage.
Outros passos, mais lentos, indecisos.
Uma luz.
Uma dor.
A queda.
A inconsciência.
O fim.
(Odirley Deotti)
Sobre o autor: Odirley Deotti nasceu em 17 de agosto de 1981, em Campo Grande (MS). Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Atualmente é pós-graduando em Marketing pela Universidade Estácio de Sá Campo Grande.
Assessor de Comunicação há mais de 6 anos, desde a infância cria seus mundos literários e lê tudo o que encontra sobre mitologias, história medieval e aventuras. Gosta da roda de amigos ao som de blues, rock e outros gêneros musicais similares, onde encontra a inspiração para criar.
Há cerca de um ano trabalha em um livro, ainda sem nome, em que a fantasia e a realidade têm uma ligação tênue.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Silêncio
Um grito no escuro
E assim as coisas vão brotando em mim
Em forma de poesia
Silenciosa e triste ...
Um grito surdo
Um grito, um surto ...
Mas ninguém ouve
E eu extravaso em palavras secas
Em sentimentos letrados
Um grito no escuro
Um tiro no escuro
Uma lágrima no escuro
Ninguém vê
Ninguém ouve
Ninguém sente
Ninguém quer sentir
Mas eu vejo, ouço e sinto
E dói!!! ... como dói!!!
(Vivianne Nunes - Escrito em 21 de fevereiro de 2008)
sábado, 28 de agosto de 2010
A lição do desapego
Um deserto sem fim
O vento quente e seco passando pelo meu rosto
E eu ainda estou á procura daquele jardim
Eu estou sozinha
Dirigindo a 100 quilômetros por hora
Ouvindo a minha música preferida
Sim, eu estou curtindo a estrada
Mas ainda não é aqui que eu quero chegar
Não é aqui ainda o meu lugar
E eu sei, sei que tenho que esperar
Pacientemente
Enquanto curto o som e o vento
Desalinhando os meus cabelos longos
nas notas incertas da próxima curva
Uma hora é o deserto
Noutra aparecem árvores solitárias no caminho
Que por mais belas
Logo somem na linha do horizonte
Atrás de mim, sem eu nem perceber
Mas eu sei que pra chegar onde quero
Pra encontrar o jardim e o mar
Eu preciso me desapegar
Das árvores perfeitas do meu caminho
E quem sabe, um dia
Eu aprenda a não sentir falta do verde delas
Quem sabe eu aprenda
A curtir o belo enquanto ele passa
Com a intensidade de quem vive o momento
Com os olhos bem abertos, sabendo que ele vai passar
Assim, será um dia
A minha aprendizagem, da lição do desapego,
Até que sem que eu me dê conta
O deserto se torne uma parte boa do meu cotidiano
E terei como recompensa
Um dia
Por aprender o desapego
A felicidade de poder estar onde quero
Abrigada pelo meu Jardim
Ele sim, é a parte perfeita da minha vida.
(Daniela Teófilo Longo)
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Uma poesia para ela
Minha Paixão Recolhida
Adoro seu olho grande e seu cabelo cumprido
Tens cheiro de rosa do mato,
Tens cheiro de amor proibido
Se eu pudesse, minha querida
Invadia tua casa,
Te levava pra minha vida
E falava pro teu pai:
"Não se meta nessa intriga
Sou menino bom de papo
Sou menino bom de briga"
(Vivi Nunes e Gabriel Santos)
Sobre o autor: Vivianne Nunes e Gabriel Santos escreveram juntos esse texto. Ela nasceu em 23 de outubro de 1980, em Campo Grande (MS), É bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal - Uniderp. Atualmente, é jornalista responsável da Rádio FM Mega 94, localizada na Capital. Escreve desde seus 10 anos de idade, e não tinha nada publicado anteriormente. Entre seus escritos, tem diários e poesias, além de um blog: http://www.vivivivendo.blogspot.com/.
O também autor, Gabriel Santos é seu filho e tem sete anos. Ele é uma criança que gosta de ler e escrever! Também tem um blog, que é bem alegre: http://www.gabielzinhomundomagico.blogspot.com/.
terça-feira, 13 de julho de 2010
A Estrada
as malas vão pro banco de trás do carro
e lá vou eu, de novo
pegar a estrada
Enquanto a corro observo a paisagem
tudo tão natural
tudo tão normal
como se fosse essa mesma a coisa a se fazer
E o meu rumo eu ainda não sei qual é
e o destino que eu vou encontrar pode mudar no próximo segundo...
ontem eu era aquela Daniela, hoje sou a outra e amanhã terei mudado novamente
Acho que sou uma mutante
uma vida em cada lugar
uma presença que marca de forma diferente em cada pessoa
Mas de mim, eu só sei o que levo
nada nas mãos
apenas o coração
pra colher os momentos que passo
e guardá-los com todo o carinho
Acho que no final da vida
é essa a lição que cada um tem que aprender:a não se apegar as coisas
e a viver o momento como se fosse o único
E ultimamente eu tenho vivido muitos únicos momentos
tenho aprendido a dar tanto valor pro aqui e pro agora
que eu me sinto completa
mesmo que amanhã eu tenha que pegar novamente a estrada
e partir pra outro lugar
conhecer novos caminhos
me encantar com novas pessoas
Cada uma tem seu lugar especial aqui dentro
nessa minha bagagem chamada coração.
Hoje eu peguei a estrada
e entendi que a vida é assim
cheia de surpresas
cheia de caminhos traçados para nós
que parecem sem sentido
mas que com certeza, no final terão um propósito.
Só sei que minha alma fica um pouco em cada lugar
e que eu levo um pouco de cada um comigo...
E só Ele sabe o porquê, só Ele sabe o porquê.
Mas mesmo sem saber, eu agradeço cada oportunidade!
(Daniela Teófilo Longo)
Sobre o autor - nascida em 01/12/1984, em Campo Grande (MS), Daniela é jornalista formada em 2008, pela Universidade pelo Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal - Uniderp, da Capital. Escreve poesias desde os 15 anos, já escreveu dois livros que ainda não foram publicados. Um terceiro livro, faz parte do trabalho de conclusão de curso que apresentou na faculdade, e aborda o cotidiano das pessoas que vivem com Aids.